domingo, 18 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Queres ser meu amigo outra vez?
Digo a mim próprio, num regime que me penaliza pouco, que já era tempo de estarmos juntos outra vez. Decido perdoar-me, e a ti, esperando ser retribuído, a distância que acumulei, também de mim próprio, por apenas 77 euros devidos em função de forfaits não usados, que, já que perguntas, já devolveram, sim.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Amor de Amizade
T.: Sabes que eu já decidi que vou casar com um homem?
F.: Ah sim?
T.: Sabes que eu já decidi o nome dele?
F.: Qual é? (sorriso nervoso detectado ao espelho)
T.: É francisco. Mas eu ainda não decidi se és tu ou o Martins...
F: O caracoleta?
(...silêncio)
T.: Sabes que eu às vezes tenho o meu corpo a empurrar-me para o pé de ti para te dar um beijinho na bochecha?
(...silêncio)
M. (o outro indiscreto): OH TERESA TU ÉS NAMORADA DELE!!!
T.: tenho amor por ele, mas é amor de amizade.
F.: Ah sim?
T.: Sabes que eu já decidi o nome dele?
F.: Qual é? (sorriso nervoso detectado ao espelho)
T.: É francisco. Mas eu ainda não decidi se és tu ou o Martins...
F: O caracoleta?
(...silêncio)
T.: Sabes que eu às vezes tenho o meu corpo a empurrar-me para o pé de ti para te dar um beijinho na bochecha?
(...silêncio)
M. (o outro indiscreto): OH TERESA TU ÉS NAMORADA DELE!!!
T.: tenho amor por ele, mas é amor de amizade.
xiiiiiiiiiiuuuuuuuuu ou Fernando the JazzMan # 2
F.: "Gosto dele porque ele fala como tu, baixinho. Falar baixinho é uma vantagem."
quarta-feira, 19 de julho de 2006
segunda-feira, 17 de julho de 2006
Relaaaaaaaaaaaaaaaaxa
Brincadeira Matinal: olhar para os carros do lado, pessoas e tudo, e dizer o que gostam mais e menos.
Carro da Direita:
(condutora: europeia)
F.: Do relógio da senhora;
M.: Do carro.
Carro da Esquerda:
(condutora: africana)
F.: De nada;
M.: É uma empegada! É uma empegada!
Intervenção de Pai preocupado com o preconceito racial é abortada:
M.: Tem um vestido aos quadadinhos!
Carro da Direita:
(condutora: europeia)
F.: Do relógio da senhora;
M.: Do carro.
Carro da Esquerda:
(condutora: africana)
F.: De nada;
M.: É uma empegada! É uma empegada!
Intervenção de Pai preocupado com o preconceito racial é abortada:
M.: Tem um vestido aos quadadinhos!
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Egotrip graças ao Sevéme
Meu querido joao. Sao os teus pes que eu beijo, por seres tao atencioso e lindo, interior e exterior. Muito obrigado e bom fds. bjs, muitos
quinta-feira, 6 de julho de 2006
relativizar
Uma das maiores belezas da paternidade é olhar com ternura para a embalagem de Pára-Pio (oh!, departamento de marketing, oh!, apelo ao consumo!) colocada no parapeito da janela da casa de banho dos anfitriões.
segunda-feira, 3 de julho de 2006
formiga
Uma formiga na Barriga
Que tá fazendo coceguinha
e não me deixa dormir
Ama farmaga na Barraga
Qa tá fazanda cacaganha
a não ma daixa darmar
Eme fermegue ne Berregue
Que te fezende qeqeguenhe
e ne me deixe dermer
imi firmigui ni Birrigui
Qui ti fizindi qiqiguinhi
i ni mi dixi dirmir
omo formogo no Borrogo
Qo to fozondo cocogonho
o no mo doxo dormor
umu furmugu nu Burrugu
Qu tu fuzundu cucugunhu
u nu mu duxu durmur
Que tá fazendo coceguinha
e não me deixa dormir
Ama farmaga na Barraga
Qa tá fazanda cacaganha
a não ma daixa darmar
Eme fermegue ne Berregue
Que te fezende qeqeguenhe
e ne me deixe dermer
imi firmigui ni Birrigui
Qui ti fizindi qiqiguinhi
i ni mi dixi dirmir
omo formogo no Borrogo
Qo to fozondo cocogonho
o no mo doxo dormor
umu furmugu nu Burrugu
Qu tu fuzundu cucugunhu
u nu mu duxu durmur
quinta-feira, 29 de junho de 2006
Black Soul
Novas rotinas das terças de manhã, os miúdos trocam cromos da bola com os colegas, eu troco discos de Jazz com o Fernando, o caucasiano. Entrego-lhe este e ouço:
"Quê, brancos?!"
Respondo: "e tu?"
Oiço: "Mas eu tenho uma Black Soul"
Generation Gap - Take 1
M., 4 anos, a propósito da Black Eyed Peas: "Tu não gostas destas músicas, pai, só gostas de corneta!"
segunda-feira, 15 de maio de 2006
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Um bom momento:
"É o mesmo que acontece, tenta Perowne convencer-se a si próprio, quando se clipa um aneurisma: absorve-se a variação de um tema imutável"
quinta-feira, 11 de maio de 2006
back to basics
O único requisito para ser vizinho de uma escola é ser mau, concluo eu, ao entrar na escola dos meus filhos e dar com o M. a chorar, que o vizinho não devolve a bola, que ele já pediu, que jaz no jardim à espera do cão
e a Clara, que o M.chama de avó:
"ele nunca devolve, ela às vezes devolve, quando ele não está"
(e eu vou, em teletransporte, até casa deles, sento-me na cozinha a vê-los discutir sobre os miúdos que choram e sobre as bolas que o fartam e ela faz tomatada enquanto diz: "no fim do ano devolvo-as todas, sem tu saberes e depois digo que as furei e as deitei fora e tu vês isso como um triunfo")
(e vou também, no mesmo shuttle, até ao meu colégio, encostado à rede, com as mãos a ganhar a cor e o cheiro da ferrugem, a mulher que nunca víamos, mas que tinha uma faca onde ficavam as bolas que nunca voltavam para este lado da rede, por muito que esperássemos. Consta que ela, em requinte de malvadez, devolvia as bolas de borracha imaculadamente cortadas ao meio, como queijo flamengo.)
e a Clara, que o M.chama de avó:
"ele nunca devolve, ela às vezes devolve, quando ele não está"
(e eu vou, em teletransporte, até casa deles, sento-me na cozinha a vê-los discutir sobre os miúdos que choram e sobre as bolas que o fartam e ela faz tomatada enquanto diz: "no fim do ano devolvo-as todas, sem tu saberes e depois digo que as furei e as deitei fora e tu vês isso como um triunfo")
(e vou também, no mesmo shuttle, até ao meu colégio, encostado à rede, com as mãos a ganhar a cor e o cheiro da ferrugem, a mulher que nunca víamos, mas que tinha uma faca onde ficavam as bolas que nunca voltavam para este lado da rede, por muito que esperássemos. Consta que ela, em requinte de malvadez, devolvia as bolas de borracha imaculadamente cortadas ao meio, como queijo flamengo.)
quinta-feira, 13 de abril de 2006
An open letter – or an intimate review – about Keith Jarret’s Endless
11pm and I lie in the hot bathtub, my laptop echoes through the window, and only an incompatibility between water and electronics prevents me from beginning this text, which result and purpose I ignore, as I will probably do by its end, provided it ends.
It probably took 5 to 7 years to get Endless from ECM’s shelves into my father-in-law’s and into my hands, as my first ever attentive listening jazz record. Of course I ignore the time delay in which it evolved lonely in the authour’s head, but it was worth every second.
Although I dislike and, for personal reasons which are not worth considering, I tend do refrain a very bold evocative style, I proudly confess that this theme still – and will, probably ever – wakes, every time I play it, even when at repeat mode, the same light of hope as it did for the first time, in the early-90’s.
Although I was not fortunate enough to be “blessed” by a musical gift, I keep the pleasure and the joy of relating myself with music on a very – one would say –simplistic way of like or dislike, which has probably prevented me to go deeper in several occasions, but allowed me to follow my instinct, in a quite non-scholar way.
Sometimes I imagine how the author relates himself about this part of his musical history. I guess in the musical creative work there is always a part of connection and a part of disconnection. Sometimes I care about it. Sometimes I do not. This text begins a new era of confusion, as an Endless doubt about my (excessive?) care and the fear of rejection.
My conceptual relationship with musical themes does not arise as often as probably a mainstreamed orientation with recommend; most of the times, the music does not enter my grey areas in a very conscious way and I only relate with it in a superficial and epidemic way – and I or part of me dance.
I have always thought Endless as a continued (Endless?) struggle between hope and disbelief and always have looked and heard into its last four accords as my discrete, future, endless and hopeful hope in life, as my safety net, as my last resort.
I am sure there are several – musical and or mathematical, highs and lows, beats per minute, and on and on, and on and on - theories, on notes and so on, which are good to explain my reaction as part of a predictable brain. I prefer to live every second of each experience, with the music silences, with the music and the author’s shouts, with my urge to silence, with my urge to shout, with my urge to cry, with my urge to smile and with my urge to laugh.
I tend to think that one can never say that he is crying on and over music, only. This comes to me as a background, which involves and embraces your other feelings. With Endless, the world has appeared in a fairly less monochromatic way, and brought me my inner joys and my inner pain and, most of the times, my inner joy in a form of dry tears of happiness – not as transitory joy, but as a profound and, dare to say, Endless way.
It probably took 5 to 7 years to get Endless from ECM’s shelves into my father-in-law’s and into my hands, as my first ever attentive listening jazz record. Of course I ignore the time delay in which it evolved lonely in the authour’s head, but it was worth every second.
Although I dislike and, for personal reasons which are not worth considering, I tend do refrain a very bold evocative style, I proudly confess that this theme still – and will, probably ever – wakes, every time I play it, even when at repeat mode, the same light of hope as it did for the first time, in the early-90’s.
Although I was not fortunate enough to be “blessed” by a musical gift, I keep the pleasure and the joy of relating myself with music on a very – one would say –simplistic way of like or dislike, which has probably prevented me to go deeper in several occasions, but allowed me to follow my instinct, in a quite non-scholar way.
Sometimes I imagine how the author relates himself about this part of his musical history. I guess in the musical creative work there is always a part of connection and a part of disconnection. Sometimes I care about it. Sometimes I do not. This text begins a new era of confusion, as an Endless doubt about my (excessive?) care and the fear of rejection.
My conceptual relationship with musical themes does not arise as often as probably a mainstreamed orientation with recommend; most of the times, the music does not enter my grey areas in a very conscious way and I only relate with it in a superficial and epidemic way – and I or part of me dance.
I have always thought Endless as a continued (Endless?) struggle between hope and disbelief and always have looked and heard into its last four accords as my discrete, future, endless and hopeful hope in life, as my safety net, as my last resort.
I am sure there are several – musical and or mathematical, highs and lows, beats per minute, and on and on, and on and on - theories, on notes and so on, which are good to explain my reaction as part of a predictable brain. I prefer to live every second of each experience, with the music silences, with the music and the author’s shouts, with my urge to silence, with my urge to shout, with my urge to cry, with my urge to smile and with my urge to laugh.
I tend to think that one can never say that he is crying on and over music, only. This comes to me as a background, which involves and embraces your other feelings. With Endless, the world has appeared in a fairly less monochromatic way, and brought me my inner joys and my inner pain and, most of the times, my inner joy in a form of dry tears of happiness – not as transitory joy, but as a profound and, dare to say, Endless way.
quinta-feira, 16 de março de 2006
dos 35 aos 5, de garfo na mão
Embora na realidade nunca tivesse pensado muito nisso, nunca esperei ver aparecer, debaixo do molho da francesinha, a frase
"quem não trabuca não manduca"
escrita, no fundo do prato, em letras, vermelhas e pretas,
tal como certamente seriam vermelhas e pretas as letras em que a escreviam os camaradas do MRPP que a transformaram em slogan de campanha PREC, ao ponto de me fazer pedir à minha mãe que me deixasse trabalhar para não morrer de fome.
"quem não trabuca não manduca"
escrita, no fundo do prato, em letras, vermelhas e pretas,
tal como certamente seriam vermelhas e pretas as letras em que a escreviam os camaradas do MRPP que a transformaram em slogan de campanha PREC, ao ponto de me fazer pedir à minha mãe que me deixasse trabalhar para não morrer de fome.
segunda-feira, 13 de março de 2006
RG, piloto aviador francês e duas das suas pérolas:
1. "A coisa mais difícil de ter reuniões nos Estados Unidos não são as horas de voo, não é o jet lag; é jantar com americanos a contarem, sic, "American Jokes"";
2. "Quando a minha mulher me diz que eu tenho um emprego muito difícil, respondo sempre: pois, "that's why I love it so much1"
2. "Quando a minha mulher me diz que eu tenho um emprego muito difícil, respondo sempre: pois, "that's why I love it so much1"