quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Copacetic

Today's Word:
Copacetic (Adjective)
Pronunciation: [ko-pê-'se-tik]
Definition: More than satisfactory, fine, running very smoothly, going quite well.

Usage: This term is rarely used outside North America. It was popularized by the dancer Bill "Bojangles" Robinson (1878-1949), the African American dancer who was so popular that schools were closed in New York when he died. Later it spread among developers of the U.S. space program. Its profile has lowered since then. If you do not like our spelling, "copsetic" will do just as well.

Suggested Usage: The term is perfect if you want to express an intensified "O.K." without going so far as "excellent" or "outstanding." "That solution isn't just good, it's positively copacetic." This word has overtones of "congenial", too: "Things are not so copacetic at the office right now; the new director is a bit overbearing."

Etymology: Today's word entered the language around 1919 among black jazz musicians, but its etymology is unknown. Etymologists have speculated that it originates from an African word in southern U.S. Black English, from the Yiddish phrase kol b'tzedek "all with justice," the Creole French word coupersètique "able to cope with things," and from the Chinook word copasenee, "everything is satisfactory." Take your pick.

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Saldo Zero?

Is the price you pay for intimacy equal to the price you save with your reserve?

terça-feira, 9 de agosto de 2005

premonição ou atraso?

Depois de um fim de semana de campismo a 4, com deitar e acordar ao som de grilos e ondas, com a cabeça de fora da tenda a ver os ramos do pinheiro e o céu e as estrelas entre eles, hesito entre a consagração maníaca da minha capacidade premonitória do meu post de 17 de Setembro de 2004 e a verificação, em vertente self-pitty, dos 11 meses de atraso na consumação do sonho, optando pela primeira, que eu não tive nenhuma namorada enfermeira mas também tenho direito à auto-estima.

Tributo ao Paulo, a.k.a. o Pauo Uindo

Montamos a tenda no quarto de brincar, o F. e o M. dormem lá dentro, depois de, no corredor às escuras, jogarem à apanhada entre as luzes que saem das lanternas.

terça-feira, 26 de julho de 2005

Summer Shortcuts

Caminhadas na praia, iPod no bolso, a areia lisa, sem pegadas, os calções perto da cabana do pescador e o banho solitário. O mesmo passeio repetido a 4, com os putos entregues ao improvável trio formado pelos pais do filhinho da mamã e a mamã da filhinha do papá.

O "lanchinho" na esplanada, até às 10 da noite, seguido de um potentíssimo digestivo, de seu nome "tiro-e-queda", servido pelo ansiado Dinis, de olhos raiados de tanto tiro, numa garrafa de "fervorosa" que invejámos e que ele reteve "por tradição da casa" e, depois -mas só para os mais duros - um shotzinho de "tiro e tomba".

Tomba dos putos, com Harry Potter (assim, com H aspirado)seguido de Queda e Tomba, a 4, no sofá.

E, já de regresso, o improvável encontro com o F., daquelas pessoas que, nem que fosse só pela beleza, seria sempre um prazer rever.

A nossa razão de ser

embasbacado com o hurricane M., perplexo e imóvel perante o seu poder de conquistar o mundo e de o mudar, devo ter libertado um olhar resignado que levou o enfezado pescador/ cozinheiro a

a dizer-me

(mas só depois da confissão "que não tinha família, porque aquilo de que ele gostava,

MESMO

era de cozinhar"):


"é assim que nós vemos a nossa razão de ser"

e,

enquanto eu ainda meditava, agarrado ao sentido mais literal da expressão,
a explicar-me

que somos assim porque os nossos pais se empenharam em nós.

Férias repartidas

Na verdade - como diria a X., do alto dos seus 5 anos acabados de fazer -, para além da evidente agregação de fins de semana, as férias repartidas trazem consigo o prazer dos regressos e, com um pequeno intervalo quase lúcido para trabalhar (pouco) a fantástica antecipação do prazer de reentrar de férias.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Salamandras Humanas

A propósito da J., que pega em brasas e panelas a ferver com a mão, fica - apesar da preocupação que gera o facto de ser já o terceiro - mais um tributo ao T., que nos lembrou que essa maravilhosa expressão nos vem

from the back of the mind

de uma colecção de cromos, nos idos de 80, sobre os recordes do mundo.

Capacidade de Observação?

O meu filho F., depois de estar no meu gabinete 20 minutos pergunta:

"Ó pai, porque é que vem tanta gente aqui ao teu gabinete?"

Só deu para me rir, chamar o A. e confrontá-lo com a evidência na boca de uma criança.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Tributo ao Júlio, a.k.a. Jumá.

Em 1981 o meu pai regressou de uma longa ausência profissional nos Estados Unidos da América e - apesar de terem perdido a mala dele, que depois chegou a nossa casa numa forma que, ao tempo, me era misteriosa e me fez re-acreditar nas cegonhas de paris - trouxe prendas fantásticas.

Lembro-me de uns tacos - um azul e um vermelho -, feitos de espuma, com que jogámos horas infindáveis de basebol e, em particular, de uns headphones para cassetes de marca Accona, com um estojo azul. A causa teve o seu primeiro efeito quando passei a gravar o TopTNT em cassetes em cujas caixas e autocolantes escrevia "Vários" e que me acompanhavam para o Colégio, quase todos os dias.

O segundo efeito foi melhor que o primeiro: o Júlio, meu amigo do peito de então, gravou-me duas cassetes em que escreveu "Duran Duran" e "Men at Work", e iniciou-me, então a sério, à mais maravilhosa das paixões e ao mais fantástico dos coleccionismos.

Não admira que, quando os ouço, no incógnito ou no iTunes, me lembre de nós a percorrer o pátio do colégio, a partilhar os headphones.

Como um cliché se diz com um cliché, um straight forward diz-se assim, com as palavras:

Vai correr tudo bem.

sábado, 18 de junho de 2005

Por exemplo:

"Lot of people have various definitions about what jazz is and what jazz isn't.And after all these years I have come to the conclusion that all music, if it's played well, is good; if it's not played well, is not so good."

(intro a Good & Bad; Povo feat. Ed Thigpen, in Saint Germain des Prés, Vol.6)

Há determinadas coisas que, quando entram na nossa vida, a mudam completamente

Uma delas é a tartaruga que hoje entrou cá em casa, a pedido do M..

Desconfio que, para o puto, era claro que, a partir deste momento, ele deixou de ser o boneco da casa; agora, só lhe resta treinar o bicho para parceiro de cambalhotas, mergulhos e derrapanços e sacanços de peões. A "ilha" - assim lhe chamava a embalagem - é aproveitada como rampa de skate pelo M., que ensina à ninja as artes do skiming, do surf e do body board perante o espernear que o M. se recusa a entender como um pedido de ajuda até que a carcaça assenta, para sempre (?) no fundo do aquário.

A outra coisa - imagino - são os casinos, em que o aperaltado pato bravo estoura aos centos de contos em slot machines com uma requintada técnica importada: prime o botão de "aposte 3 fichas" e, com 1600 créditos, tranca - como fazíamos, nas campainhas, com os palitos - o botão da aposta com um cartão de plástico do clube-in (until you're out) do casino e, farto de preliminares, se recosta na cadeira, a ver a contagem dos créditos acumulada subir e descer (mas quase sempre descer).

O homem vela o seu cartão pela noite fora; eu velo a tartaruga a tarde inteira.

terça-feira, 31 de maio de 2005

O melhor apanhador de pulgas da areia

do mundo é o F., que as apanha às 5 de cada vez e as põe no fundo do balde, depois de me ensinar que as mais fáceis de apanhar são - paradoxalmente - as maiores e que a melhor técnica, recomendada em todos os livros da especialidade, é mandar-lhes com areia para cima e depois apanhar o conjunto.

O F. também apanha carochas, mas essas não precisam de ir para o balde. Basta enterrá-las na areia e por um pau a marcar o sítio onde as enterramos. Depois, só tens de te lembrar onde está o pau, tirar o pau e cavar, que elas ainda lá vão estar.

Apostado em melhorar a técnica, o F. despeja o balde com as 7 pulgas em cima das carochas, enterra-os e marca o território com um pau de gelado. Passados perto de 10 minutos e apesar de eu o tentar demover, com medo da sua frustração, lá as consegue encontrar de novo, às carochas e às pulgas da areia, que devolve à natureza.

A frase

mais adequada ao contexto de todos os tempos, ouvimo-la no concerto dos Duran Duran, rodeados de people like us, quando a S. me perguntou quem é que cantava o original que ouvíamos agora cantado pelo Simon cheio de cortisona para aguentar um concerto (e, nem assim o aguenta todo) e, de trás de nós, ouvimos, da boca de um Roadie:

"Era a Donna Summer" e,

perante a nossa (agora evidente) incredulidade,

o reforço com:

"eu tenho o vinil"

terça-feira, 24 de maio de 2005

e agora, coisas boas

Saída à noite com a S. e o ZN, o mais fanático dos lampiões, que, por impulso conjugal que lhe permitiu controlar a avareza, atravessa o atlântico por um fim de semana e ruma ao bessa.

Encontro, na mesma noite, com o A. e M., que me perdem em gargalhadas por força da sua imutabilidade: hoje, como há 10 anos atrás, a M. não sabe o seu telemóvel e conserva uma ingenuidade e uma loucura invejáveis, que lhe trarão e, porventura, evitarão alguns dissabores; o A. continua a gozar o pratinho todo sem que o interlocutor perceba, continua a não se deixar gozar, continua aparentemente solteiro - oh, mistério insondável - e, como no 12º ano, continua a não se comprometer, nunca, a não ser no abraço de final de noite.

Um sofrimento maravilhoso

é como o NR, convencido pelo meu irmão M., aos 50 anos, a levar o filho adolescente ao futebol, descreve a sua nova paixão, ao mesmo tempo que, nas roulotes, de imperial em punho, descreve com os olhos marejados a alegria de ver passar a camioneta com os jogadores do SCP.

"Ele ficou encantado!", é a frase que um avô usa para descrever a alegria do neto quando eu, o M. e o D. o levantámos nos nossos braços e festejámos um golo, por sugestão do M., apostado em garantir que aquele miúdo, um pouco mais velho que os nossos mais velhos, não mais esqueceria aquele momento.

O SCP mostra, mais uma vez, ser o clube do quase: Quase que eliminou o SLB, quase que foi campeão, quase que ganhou a UEFA. Agora, como ouvia na escola primária, "agora só falta o quase".

11 anos depois

os lampiões pintam a manta de vermelho.
Seria algo que, ultrapassada a fase da derrota pessoal, digeriria com relativa tranquilidade - perante a indignação do meu pai e do M. - não fosse a súbita irritação por ter de conviver com um colega que representa tudo aquilo que eu odeio num benfiquista: futebol na televisão, que o estádio é perigoso e cheio de primários, desprendimento nas fases negras do clube, apego e paixão maníacos na fase das vitórias, anti-sportinguismo primário que o leva a esquecer-se de festejar as vitórias com os colegas benfiquistas sem antes botar abaixo os colegas sportinguistas.
Eu, que gosto de sacrificar o meu sportinguismo em homenagem às minhas relações pessoais, confesso que isso me faz uma imensa impressão.

11 dias depois

e ainda não perfeitamente recomposto de uma semana excelente sob o ponto de vista profissional e completamente arrasante sob o ponto de vista desportivo, volto a ter a tranquilidade - quer profissional, quer desportiva - para regressar a este espelho, sedento de divã.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

1 ano a mais e um dente a menos

No dia em que o M completa 3 anos, o F perde um dente, arrancado carinhosamente na escola pela PB, porque "ela é que é a arrancadona de dentes lá da escola, pai".