Há uns meses, comentei com a Sofia que, quando vou o levar o Francisco à escola, me apetece lá ficar, com a Patrícia, a Laurinha, o João e o António Santos e todos os outros e esquecer o escritório, as reuniões, os clientes.
Na 2ª feira passada (1º dia de férias da Páscoa) comentei com a Sofia que “não me apetecia nada esta semana”. E ela, com aquela rapidez que lhe é típica, provocou: “claro, falta-te o incentivo matinal”. Ainda hesitei mas, depois, só sorrimos.
Era verdade.
Tenho pensado muito porque razão me sinto assim, com e na Torre.
Hoje, olhei para o frigorífico e lá estava, como sempre, o recado da Patrícia sobre o “aterrador” (temo-nos esforçado, não temos?) horário da ginástica.
E foi ao ler o recado – ou antes, ao ver o recado – que percebi.
O recado é uma fotocópia de um recado escrito à mão pela Patrícia mas tem, no canto superior direito e escrito à mão e a tinta, o nome do Francisco.
E foi aí que me lembrei dos recados, escritos e entitulados de “circular nº 256/2003” que sei serem distribuídos noutros colégios, em envelopes em branco, pelo contínuo da entrada, na sua impecável farda azul.
E também me lembrei que, na Torre não há senhoras da entrada, nem senhores da carrinha, nem senhoras da limpeza, mas apenas pessoas e nomes.
E da Anita ao tempo na sua veste de directora pedagógica quando nos recebeu e encantou, a mim e à Sofia, quando nós andávamos, ridículos, a “estudar o mercado”.
E da Sofia – em boa hora, o teu dogmatismo – ao dizer: “o Francisco vai para a Torre”.
E da Inês Leão: foi tão bom testar as suas convicções para fortalecer as minhas.
E da Anita, já na sua veste de Anita, a fazer-nos adeus, a mim e ao Francisco, nós no carro e ela à chuva, num dia em que o Francisco me pediu para esperar, dizendo: “pai, deixa a Anita sair do carro para dizermos adeus”. Como será que ela percebeu? Terá ouvido o seu nome?
E então, pensei na intimidade – extensão da nossa casa, extensão de nós – partilhada na Torre. É esse o seu segredo, creio.
quarta-feira, 16 de março de 2005
segunda-feira, 14 de março de 2005
(RTP) Memória
São duas da manhã e finjo que acordo para (re)(re)adormecer um deles - para dizer a verdade, não me lembro de qual.
regresso e a tv mostra uma revolucionária tranquila, discorrendo sobre a nacionalização do hospital de santa cruz.
reconheço-lhe a cara e a tranquilidade de sempre, e,
como que acordando dum sonho, digo:
"mãe?!"
regresso e a tv mostra uma revolucionária tranquila, discorrendo sobre a nacionalização do hospital de santa cruz.
reconheço-lhe a cara e a tranquilidade de sempre, e,
como que acordando dum sonho, digo:
"mãe?!"
sexta-feira, 11 de março de 2005
Taxi Driver - take 1
Entro e, de chofre, pergunto:
"para que serve esse espelho pequenino?"
resposta:
"é o espelho maroto, é do meu colega, mas ainda há pouco entrou uma senhora e não serve para nada"
contra resposta:
"mas o que interessa, se calhar, é só a fantasia..."
"para que serve esse espelho pequenino?"
resposta:
"é o espelho maroto, é do meu colega, mas ainda há pouco entrou uma senhora e não serve para nada"
contra resposta:
"mas o que interessa, se calhar, é só a fantasia..."
as alegrias do irmão mais velho
estórias sem coincidência temporal:
T., sobre a irmã: "Pai, já sei o que é que podemos fazer agora que a mãe não está - podemos por a X. no lixo!"
T., acordando com cara de deleite: "Mãe, acordei de um sonho tão bom - estava em casa da avó e a M. já tinha morrido!"
F., com carinha de anjo: "Mãe, sabes o que é que eu pedia se viesse aqui uma fada? Para nunca mais ver o M."
T., sobre a irmã: "Pai, já sei o que é que podemos fazer agora que a mãe não está - podemos por a X. no lixo!"
T., acordando com cara de deleite: "Mãe, acordei de um sonho tão bom - estava em casa da avó e a M. já tinha morrido!"
F., com carinha de anjo: "Mãe, sabes o que é que eu pedia se viesse aqui uma fada? Para nunca mais ver o M."
quinta-feira, 10 de março de 2005
és uma nódoa
Há algo mais humilhante que, a caminho de uma garfada, ser obrigado a ir buscar o material transportado à - até então - imaculada camisa branca?
Que mal fiz eu a Deus - Take 1
Sábado de manhã, ginástica do M.
Pulo para me deitar no colchão e o M. corresponde, mostrando estar à altura e deita-se sobre mim, aninhando-se no meu peito.
É seguido por D., miúda da sua idade, que lhe imita o gesto.
Ficamos, imóveis, um minuto, com os miúdos com as caras no meu peito, a olharem um para o outro.
Levantamo-nos e a mãe de D., a chorar, diz-me:
"sabe, ela fazia isso, aqui na ginástica, com o pai, que morreu há 6 meses."
Só me saíu: "mas espero que ela, apesar de tudo, tenha gostado, que tenha sido bom para ela."
E saí daquele filme, que não saíu de mim.
Pulo para me deitar no colchão e o M. corresponde, mostrando estar à altura e deita-se sobre mim, aninhando-se no meu peito.
É seguido por D., miúda da sua idade, que lhe imita o gesto.
Ficamos, imóveis, um minuto, com os miúdos com as caras no meu peito, a olharem um para o outro.
Levantamo-nos e a mãe de D., a chorar, diz-me:
"sabe, ela fazia isso, aqui na ginástica, com o pai, que morreu há 6 meses."
Só me saíu: "mas espero que ela, apesar de tudo, tenha gostado, que tenha sido bom para ela."
E saí daquele filme, que não saíu de mim.
quarta-feira, 9 de março de 2005
tributo a Saldanha Sanches
os anfiteatros da FDL são lugares solenes.
(falo sobretudo da memória de um tempo frio)
hoje ou ontem, um desses anfiteatros - com aula a decorrer - foi invadido por alunos de megafone, apelando à união dos alunos em protesto contra decisões do Conselho Directivo.
sei que houve 3 almas corajosas que se levantaram e que - imagino - terão aguentado o frio do anfiteatro e da solidão, perante os olhares dos colegas de caneta em riste, prontos para continuar a tomar frenéticos apontamentos.
só que - sei - desta vez o professor era outro e era um que, depois de incentivar os alunos à participação, se recusou a continuar a aula para alunos que, naquele contexto, não se solidarizavam.
não faltarão - imagino - almas ofendidas,
- "que é injusta a privação das aulas"
- "não sei mesmo se não será inconstitucional, por violação do direito ao ensino" diz o aluno da primeira fila, ainda sentado e ainda de caneta triste em riste.
Aqui, de longe e no conforto de um gabinete, gostava de lá ter estado e de me ter levantado, espreitando os cadernos dos colegas da primeira fila para ler, a lápis azul "aula interrompida por acto de insubordinação discente apoiado por membro do pessoal docente".
(se bem que, se bem me conheço, era muito improvável - e não só por boas razões - que estivesse na sala)
(falo sobretudo da memória de um tempo frio)
hoje ou ontem, um desses anfiteatros - com aula a decorrer - foi invadido por alunos de megafone, apelando à união dos alunos em protesto contra decisões do Conselho Directivo.
sei que houve 3 almas corajosas que se levantaram e que - imagino - terão aguentado o frio do anfiteatro e da solidão, perante os olhares dos colegas de caneta em riste, prontos para continuar a tomar frenéticos apontamentos.
só que - sei - desta vez o professor era outro e era um que, depois de incentivar os alunos à participação, se recusou a continuar a aula para alunos que, naquele contexto, não se solidarizavam.
não faltarão - imagino - almas ofendidas,
- "que é injusta a privação das aulas"
- "não sei mesmo se não será inconstitucional, por violação do direito ao ensino" diz o aluno da primeira fila, ainda sentado e ainda de caneta triste em riste.
Aqui, de longe e no conforto de um gabinete, gostava de lá ter estado e de me ter levantado, espreitando os cadernos dos colegas da primeira fila para ler, a lápis azul "aula interrompida por acto de insubordinação discente apoiado por membro do pessoal docente".
(se bem que, se bem me conheço, era muito improvável - e não só por boas razões - que estivesse na sala)
terça-feira, 8 de março de 2005
My toe
Passei o dia de ontem a sentir o dedo grande do pé, o que não teria nada de extraordinário se eu tivesse pontapeado um armário a caminho da cama do M., no escuro nocturno do corredor ou se eu tivesse trocado o mindinho por aquele dedo e oferecido este em sacrifício para que o SCP fosse campeão, como prometia o G.
A situação também seria negligenciável se eu não estivesse naquela fase em que o corpo se faz notar e só suscita comentários complacentes do ortopedista, do género "você está gordo e mais velho, mas não tem nada nas costas"
Pensei o dia todo no significado imanente de sentir o corpo, de reconhecer a azia, de me proibir iguarias, de penar depois de atirar os meus sobrinho e filho mais velhos - os mais novos ainda posso - ao ar e de os deixar cair nos meus braços.
Interrompi os pensamentos no regresso a casa e ao despir-me, na casa de banho, na presença do F., chega o alívio: "Baia, Baia, o pai tem a meia rota".
A situação também seria negligenciável se eu não estivesse naquela fase em que o corpo se faz notar e só suscita comentários complacentes do ortopedista, do género "você está gordo e mais velho, mas não tem nada nas costas"
Pensei o dia todo no significado imanente de sentir o corpo, de reconhecer a azia, de me proibir iguarias, de penar depois de atirar os meus sobrinho e filho mais velhos - os mais novos ainda posso - ao ar e de os deixar cair nos meus braços.
Interrompi os pensamentos no regresso a casa e ao despir-me, na casa de banho, na presença do F., chega o alívio: "Baia, Baia, o pai tem a meia rota".
segunda-feira, 7 de março de 2005
sexta-feira, 4 de março de 2005
Tal qual o recebi:
"Caro(a) Advogado(a)
Depois do êxito das chancelas selo branco vimos agora apresentar a placa em pedra para advogados, para aplicação interior ou exterior (ver anexo)
Esta iniciativa só foi possível com o protocolo celebrado com o escultor/gravador Vasco Anselmo.Mestre na arte do tratamento da pedra Vasco Anselmo, propõe-lhe esta placa com 70*47 cm de área, 2cm de espessura e 15 kilos de peso, toda trabalhada em pedra tipo Moleanos.
Esta placa executada com toda a mestria dá ao seu escritório mais um toque de classe e requinte,com uma imponência emprestada pelo brilho e arte de um verdadeiro mestre,que executa com perfeição uma placa verdadeiramente personalizada em seu nome ou da
sua sociedade.
Certamente encontrará espaço no seu escritório,hall,sala de reuniões, sala de espera,no hall do seu prédio ou em outro local, espaço para colocar esta placa.
Poderá receber no seu escritório à cobrança (CTT Expresso) esta magnifica placa (com os respectivos acessórios de colocação) com o símbolo da Republica ao centro e com a Balança da justiça no canto inferior direito, 15 dias após a sua encomenda.
Caso tenha uma sugestão diferente e que pode passar pela inscrição de outros caracteres incluindo o seu logotipo não hesite em contactar-nos, pois executaremos uma maqueta(sem quaisquer custos) e enviaremos por email para sua apreciação.
Para encomendar bastará indicar o seu nome profissional e o numero da cédula, numero de contribuinte e ainda se pretende placa interior ou exterior (traz já os quatro orificios feitos, para a colocação).
O preço
312 Euros para o Continente (c/ Iva incluido e todas as despesas de envio e cobrança)
375 Euros para as Ilhas (c/ Iva incluido e todas as despesas de envio e cobrança)"
Depois do êxito das chancelas selo branco vimos agora apresentar a placa em pedra para advogados, para aplicação interior ou exterior (ver anexo)
Esta iniciativa só foi possível com o protocolo celebrado com o escultor/gravador Vasco Anselmo.Mestre na arte do tratamento da pedra Vasco Anselmo, propõe-lhe esta placa com 70*47 cm de área, 2cm de espessura e 15 kilos de peso, toda trabalhada em pedra tipo Moleanos.
Esta placa executada com toda a mestria dá ao seu escritório mais um toque de classe e requinte,com uma imponência emprestada pelo brilho e arte de um verdadeiro mestre,que executa com perfeição uma placa verdadeiramente personalizada em seu nome ou da
sua sociedade.
Certamente encontrará espaço no seu escritório,hall,sala de reuniões, sala de espera,no hall do seu prédio ou em outro local, espaço para colocar esta placa.
Poderá receber no seu escritório à cobrança (CTT Expresso) esta magnifica placa (com os respectivos acessórios de colocação) com o símbolo da Republica ao centro e com a Balança da justiça no canto inferior direito, 15 dias após a sua encomenda.
Caso tenha uma sugestão diferente e que pode passar pela inscrição de outros caracteres incluindo o seu logotipo não hesite em contactar-nos, pois executaremos uma maqueta(sem quaisquer custos) e enviaremos por email para sua apreciação.
Para encomendar bastará indicar o seu nome profissional e o numero da cédula, numero de contribuinte e ainda se pretende placa interior ou exterior (traz já os quatro orificios feitos, para a colocação).
O preço
312 Euros para o Continente (c/ Iva incluido e todas as despesas de envio e cobrança)
375 Euros para as Ilhas (c/ Iva incluido e todas as despesas de envio e cobrança)"
De sorriso parvo
fiquei quando vi a M., na escola, a dar as mãos e a olhar para o F., com um olhar tão terno que não podia deixar de ser de amor.
quinta-feira, 3 de março de 2005
I've got to admit, it's getting better
"(deve-se falar das coisas que nos correm menos bem, mas não é justo que simultaneamente não se fale e elogie quando as coisas correm bem...sendo assim aqui vai...)
Estive no teu espelho e dei comigo numa célebre noite de 22 de Março de 2004, onde tive a honra e o " prazer" de ser o "escolhido", de acordar ás 6 da manhã e partilhar contigo o teu (nosso) mundo.
passou um ano...
e sinto e sei que te sentes melhor, mais tranquilo, mais confiante e menos ansioso.
Parabéns. Conseguiste. Estás mais feliz.(e eu também)
Sempre
M"
(por email de hoje)
Estive no teu espelho e dei comigo numa célebre noite de 22 de Março de 2004, onde tive a honra e o " prazer" de ser o "escolhido", de acordar ás 6 da manhã e partilhar contigo o teu (nosso) mundo.
passou um ano...
e sinto e sei que te sentes melhor, mais tranquilo, mais confiante e menos ansioso.
Parabéns. Conseguiste. Estás mais feliz.(e eu também)
Sempre
M"
(por email de hoje)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Sweet sixteen
E, de repente, um sorriso aberto à minha frente e sou chamado como era quando andava na secundária.
Maturity Date
À porta do
INC
OGN
ITO, um homem de pera agarra-me na mão e, de olhos nos olhos:
"sabes, és a única pessoa com maturidade aqui dentro"
no fim da pausa de que precisei para preparar a resposta que não dei, ouço:
"tens a mão tão quentinha".
INC
OGN
ITO, um homem de pera agarra-me na mão e, de olhos nos olhos:
"sabes, és a única pessoa com maturidade aqui dentro"
no fim da pausa de que precisei para preparar a resposta que não dei, ouço:
"tens a mão tão quentinha".
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005
Up and down
Berlaito seguido de valeriana, "à la M.".
S., rindo: "pode ser que ele - o M. - também te arranje uma cunha no CAT de Alcântara."
S., rindo: "pode ser que ele - o M. - também te arranje uma cunha no CAT de Alcântara."
Ordem da mochila
meias (2 pares), tshirt, calças, polar azul, camisola nike, polar verde, ténis, luvas.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2005
Fiz sozinho
PSL sobre a decisão da demissão: "decidi sozinho".
M., 3 anos, sobre por e tirar o cinto no carro e abrir a porta: "bébé faz!"
M., 3 anos, sobre por e tirar o cinto no carro e abrir a porta: "bébé faz!"
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
apontamentos
O M. rosna quando é contrariado.
O F. mordeu o rabo da melhor amiga.
Ficam lindos a adormecer juntos, abraçados na mesma cama, enquanto ouvem a história ("pai, hoje é daquelas inventadas, não é com livro!")
O F. mordeu o rabo da melhor amiga.
Ficam lindos a adormecer juntos, abraçados na mesma cama, enquanto ouvem a história ("pai, hoje é daquelas inventadas, não é com livro!")
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Comia-o todo
diz uma senhora, nortenha pois claro, enquanto acaricia o poster do josé sócrates, estimulada pela figura dele e pela câmera da SIC.
e votará nele?
e votará nele?
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
denial de grupo
Que psicoterapeuta aguenta - com tanto sucesso (ou insucesso, mas seguramente com igualdade de resultados) - 7 milhões de pacientes firmes na negação psicótica do baile no tapete verde brandindo na mão uma flute de ranço?
quarta-feira, 26 de janeiro de 2005
minha senhora, 180
Entre o brilhantismo de ALA e ABL e a decadência do espectáculo fruta e cores, na sala preto e prata do casino estoril (onde, para gáudio de todos, também existe uma sala chamada Extoril!!), uma incursão vertiginosa - mas contida em 20 euros - às slots.
O meu azar é compensado pela sorte da S. - fiel à máquina e ao método - que transforma os seus 10 euros em 180, fixados no visor como um prémio de 900 moedas, com o acender da luz de cima da máquina e pela chegada, tão vagarosa como ansiada, do colega da bandeja: "minha senhora, 180"
O meu azar é compensado pela sorte da S. - fiel à máquina e ao método - que transforma os seus 10 euros em 180, fixados no visor como um prémio de 900 moedas, com o acender da luz de cima da máquina e pela chegada, tão vagarosa como ansiada, do colega da bandeja: "minha senhora, 180"
sábado, 22 de janeiro de 2005
A egotrip e os onanistas
Depois de ter ingerido mais um gole de elixir da vaidade, PSL dirigiu-se ao palácio nos seus passos de pavão emproado e surgiu na tribuna engalanada.
Qual camaleão, sempre adaptado ao meio que o rodeia, vestia de primeiro ministro, exibindo a camisa e a gravata de estilo próprio. Os botões de punho evidentes escondiam a proverbial fita da nossa senhora do Bonfim, velha, gasta e inútil em função de o seu dono considerar que o desejo de omnipotência (que repetiu 3 vezes, uma por cada nó a que tinha direito) já se tinha concretizado.
A sua epifania d’ Umbigo, o mundo em que vivia, começa com o apelo de DB, o a-caminho-de-ex-maioral da freguesia para ser o-mais-insignificante-maioral-do Concelho, que lhe pede que – um dia !, - transforme a freguesia num país para que o Concelho seja um Continente. É aqui, nesta fase que PSL profere pela única vez – no que veio a ser unanimemente qualificado pela crítica como “a defesa da noite” – o nome do país em que vivia, e proclama ao mundo o orgulho patriótico que este sentia em ter ex-maioral da freguesia travestido de maioral do Concelho.
O relaxante muscular começava a fazer efeito, que em préhipnose ainda sonho ouvi-lo partilhar com o mundo que tinha inquirido o maioral do Concelho sobre aspectos pessoais da vida de um maioral do concelho.
Depois – ou antes, que a ordem dos factores é indiferente, como a matemática e o personagem – sou embalado por uma sentida e humana explicação sobre o calor e a inutilidade das tomadas de posse, que têm gente a mais e que aquilo não interessa nada que as pessoas só lá vão (simpáticas e queridas) para os cumprimentos, e que a sala é pequena e não tem ar condicionado e que é por isso que só naquela tarde eu vi cair três. A analogia com aquele tribunal criminal da Pinheiro Chagas é evidente.
[E não é que um gajo até se compadece com o guarda redes do clube das distritais que recebeu o Chelsea e levou 9 nos primeiros 45 minutos, 14 nos segundos (a soma dá 23, eu já fiz a conta), demorou 89 minutos para fazer uma defesa e passou o resto da sua vida a falar mal dela. Da defesa que jogava à frente dele. E que nesta altura passa a ser esquecido como o-gajo-que-defendeu-aquele-pontapé-do-Robben e lembrado como o –sacana-que-enfiou-23-batatas-e-não-tem-vergonha-na-cara-que-só-fala-daquela-vez-que apanhou-a-bola-arremessada-pelas-mãos-do-outro-guarda-redes.]
Mas, atenção, que apesar de a sala dos cumprimentos estar cheia de gente, como o metro em hora de ponta, o que não faltam é pessoas de punhal (nas nossas costas) empunhado, como os bancos que mudam de opinião, os sindicatos que a mantêm – que a indústria não ouvi, que engraçado!
O (s)ilógico Saraiva entra em campo com o conforto de quem tinha feito o trabalho de casa e saca da manga a imagem das metades da laranja, a da esquerda e a da direita, uma cheia de barões e outra cheia de homens de fato antracite brandindo aparelhos de medição de lealdade ao líder empregador, que dá electro choques de alta voltagem quando os níveis baixam.
A jogar em casa, PSL paga para ver e devolve a metáfora, que a laranja foi dividida por ele, e ele, como homem experiente que é, nunca dividiria a laranja em partes iguais e que há uma metade que é mais pequenina que a outra, embora a outra seja mais suculenta e apetitosa.
Assisto estupefacto à telenovenezuelanização da política portuguesa, com a Carmencita escondendo o riso nervoso por ter sido apanhada a destruir lares e a ganir : “que la culpa no es mia, que nada há echo para merecer tanta maldade” que todos os meus inimigos – até os amigos (cuidado, olhem que eu dia um conto, olhem olhem!) – são amigos do meu inimigo, o outro dos tabus...ah, e o outro, o instável (que o velho não desampara a loja, xiça!) que apoia o filho (como é que é possível!, devia estar preso) e ainda o outro dos (outros) tabus.
E pronto, agora é que é, vamos para o debate a sério, sobre política a sério: que o episódio do Professor foi uma mistificação, toda a gente sabe isso, que só o DN é que gosta de nós, que agora como os cartazes não são meus já ninguém liga, são lindos, digam lá se não são? C’est pas mon genre, je dirai même plus.
Pois, exactamente.
Adormeço no sofá e acordo estremunhado à meia noite e dezassete, com a gata ao colo a mandar-me para a cama. A televisão exibe um país à beira da ruína e uma população adoecida com reumatismo e sem tratamento por falta de pessoal médico habilitado. São uns merdas, penso. Se aprendessem todos com o PSL a malta saía toda das montanhas, esquecia o reumatismo – que isso das doenças é coisa da esquerda, que só quer é mandriar –, íam à luta por uma câmara discreta, depois da câmera indiscreta, e depois, com golpes de asa, alapávam-se à cadeira de realizador, nunca mais de lá saíam e fazíam cada um o seu país, à nossa imagem e semelhança narcísica.
E agora posso ir dormir, que já não sinto os electrochoques.
Qual camaleão, sempre adaptado ao meio que o rodeia, vestia de primeiro ministro, exibindo a camisa e a gravata de estilo próprio. Os botões de punho evidentes escondiam a proverbial fita da nossa senhora do Bonfim, velha, gasta e inútil em função de o seu dono considerar que o desejo de omnipotência (que repetiu 3 vezes, uma por cada nó a que tinha direito) já se tinha concretizado.
A sua epifania d’ Umbigo, o mundo em que vivia, começa com o apelo de DB, o a-caminho-de-ex-maioral da freguesia para ser o-mais-insignificante-maioral-do Concelho, que lhe pede que – um dia !, - transforme a freguesia num país para que o Concelho seja um Continente. É aqui, nesta fase que PSL profere pela única vez – no que veio a ser unanimemente qualificado pela crítica como “a defesa da noite” – o nome do país em que vivia, e proclama ao mundo o orgulho patriótico que este sentia em ter ex-maioral da freguesia travestido de maioral do Concelho.
O relaxante muscular começava a fazer efeito, que em préhipnose ainda sonho ouvi-lo partilhar com o mundo que tinha inquirido o maioral do Concelho sobre aspectos pessoais da vida de um maioral do concelho.
Depois – ou antes, que a ordem dos factores é indiferente, como a matemática e o personagem – sou embalado por uma sentida e humana explicação sobre o calor e a inutilidade das tomadas de posse, que têm gente a mais e que aquilo não interessa nada que as pessoas só lá vão (simpáticas e queridas) para os cumprimentos, e que a sala é pequena e não tem ar condicionado e que é por isso que só naquela tarde eu vi cair três. A analogia com aquele tribunal criminal da Pinheiro Chagas é evidente.
[E não é que um gajo até se compadece com o guarda redes do clube das distritais que recebeu o Chelsea e levou 9 nos primeiros 45 minutos, 14 nos segundos (a soma dá 23, eu já fiz a conta), demorou 89 minutos para fazer uma defesa e passou o resto da sua vida a falar mal dela. Da defesa que jogava à frente dele. E que nesta altura passa a ser esquecido como o-gajo-que-defendeu-aquele-pontapé-do-Robben e lembrado como o –sacana-que-enfiou-23-batatas-e-não-tem-vergonha-na-cara-que-só-fala-daquela-vez-que apanhou-a-bola-arremessada-pelas-mãos-do-outro-guarda-redes.]
Mas, atenção, que apesar de a sala dos cumprimentos estar cheia de gente, como o metro em hora de ponta, o que não faltam é pessoas de punhal (nas nossas costas) empunhado, como os bancos que mudam de opinião, os sindicatos que a mantêm – que a indústria não ouvi, que engraçado!
O (s)ilógico Saraiva entra em campo com o conforto de quem tinha feito o trabalho de casa e saca da manga a imagem das metades da laranja, a da esquerda e a da direita, uma cheia de barões e outra cheia de homens de fato antracite brandindo aparelhos de medição de lealdade ao líder empregador, que dá electro choques de alta voltagem quando os níveis baixam.
A jogar em casa, PSL paga para ver e devolve a metáfora, que a laranja foi dividida por ele, e ele, como homem experiente que é, nunca dividiria a laranja em partes iguais e que há uma metade que é mais pequenina que a outra, embora a outra seja mais suculenta e apetitosa.
Assisto estupefacto à telenovenezuelanização da política portuguesa, com a Carmencita escondendo o riso nervoso por ter sido apanhada a destruir lares e a ganir : “que la culpa no es mia, que nada há echo para merecer tanta maldade” que todos os meus inimigos – até os amigos (cuidado, olhem que eu dia um conto, olhem olhem!) – são amigos do meu inimigo, o outro dos tabus...ah, e o outro, o instável (que o velho não desampara a loja, xiça!) que apoia o filho (como é que é possível!, devia estar preso) e ainda o outro dos (outros) tabus.
E pronto, agora é que é, vamos para o debate a sério, sobre política a sério: que o episódio do Professor foi uma mistificação, toda a gente sabe isso, que só o DN é que gosta de nós, que agora como os cartazes não são meus já ninguém liga, são lindos, digam lá se não são? C’est pas mon genre, je dirai même plus.
Pois, exactamente.
Adormeço no sofá e acordo estremunhado à meia noite e dezassete, com a gata ao colo a mandar-me para a cama. A televisão exibe um país à beira da ruína e uma população adoecida com reumatismo e sem tratamento por falta de pessoal médico habilitado. São uns merdas, penso. Se aprendessem todos com o PSL a malta saía toda das montanhas, esquecia o reumatismo – que isso das doenças é coisa da esquerda, que só quer é mandriar –, íam à luta por uma câmara discreta, depois da câmera indiscreta, e depois, com golpes de asa, alapávam-se à cadeira de realizador, nunca mais de lá saíam e fazíam cada um o seu país, à nossa imagem e semelhança narcísica.
E agora posso ir dormir, que já não sinto os electrochoques.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Recupero
O Blog, o F., a minha capacidade de comunicar e tudo o resto.
Better, better, better!
(este é para ti, S.)
Better, better, better!
(este é para ti, S.)
Super
"Super - elemento de formação da palavras que exprime a ideia de superioridade, excesso." (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora)
Super
Hiper
Síper
Superlativos indicados por T., um português radicado (no verdadeiro sentido do termo) no Brasil.
Super
Hiper
Síper
Superlativos indicados por T., um português radicado (no verdadeiro sentido do termo) no Brasil.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
pull my joints
Devia eu estar pacificamente em gozo do meu torcicolo - meu grande amigo desde há 10 dias - e a assistir ao jogo em que deveria jogar, quando fui forçado a, em ritual transformista não desejado, tirar a canadiana e vestir a bata branca do endireita e, perante os seus gritos de dor, puxar o encavalitado anelar do meu substituto, meu amigo de há 20 anos.
[diga-se, em sua homenagem, que em rigor dos princípios, devia ser eu o substituto dele]
A manobra - parece que os ortopedistas lhe chamam manobra de redução - correu bem: o E. só terá de andar de tala - e com ela desfilar no sambódromo - durante 15 dias e a radiografia mostra um dedo direitinho.
Mas calculo que haja maneiras menos dolorosas de cimentar uma amizade.
[diga-se, em sua homenagem, que em rigor dos princípios, devia ser eu o substituto dele]
A manobra - parece que os ortopedistas lhe chamam manobra de redução - correu bem: o E. só terá de andar de tala - e com ela desfilar no sambódromo - durante 15 dias e a radiografia mostra um dedo direitinho.
Mas calculo que haja maneiras menos dolorosas de cimentar uma amizade.
terça-feira, 4 de janeiro de 2005
times they are achanging
Quando o zénite da passagem de ano coincide com um desfile de moda de 3 miúdos e 3 miúdas, todos dos 2 aos 7 anos, que, sem pedir nem avisar, se fecharam na casa de banho e trocaram de roupa entre eles e em particular quando, no fecho do desfile - aquela parte em que os modelos aparecem acompanhados do criador, que neste caso com eles se confundia -os putos pegaram, todos de tronco nú, em objectos ao acaso do WC: uma saboneteira, um piassaBA, um frasco de champo, um rolo de papel higiénico.
Quando a meia noite é passada a dançarmos uns com os outros e com os putos ao colo, ao som de - beware! - Frank Sinatra.
E quando os nossos desvarios alucinados são comentados pelos mais velhos dos dois putos, propositadamente na nossa presença: "Os pais estão muito malucos."
E, sobretudo, quando o balanço de tudo isso é uma intensa e profunda tranquilidade.
Quando a meia noite é passada a dançarmos uns com os outros e com os putos ao colo, ao som de - beware! - Frank Sinatra.
E quando os nossos desvarios alucinados são comentados pelos mais velhos dos dois putos, propositadamente na nossa presença: "Os pais estão muito malucos."
E, sobretudo, quando o balanço de tudo isso é uma intensa e profunda tranquilidade.
a melhor canja do mundo
não é da minha mãe (cujos dotes de culinária permanecem por revelar) nem as das minhas avós (que só uma delas cozinhou para mim numa fase da minha vida em que eu não podia, por dever de ofício, gostar de sopa), nem da S.(cujo top 10 não inclui qualquer sopa)mas sim a da escola do F.
Não é, evidentemente, pelo seu sabor, que a mesma é suficientemente insípida para ser apreciada por todos os frequentadores.
É mais por ser comida à mesa com os miúdos, com o F. em frente e pelo prazer de ouvir: "Ó pai do F, tu não sabes que não se fala com a sopa à frente?"
Não é, evidentemente, pelo seu sabor, que a mesma é suficientemente insípida para ser apreciada por todos os frequentadores.
É mais por ser comida à mesa com os miúdos, com o F. em frente e pelo prazer de ouvir: "Ó pai do F, tu não sabes que não se fala com a sopa à frente?"
e, afinal, os 6
na galiza devorando francesinhas, em serralves devorando Paula Rego, no Ourigo devorando chá - excepto o Tom Outlet, que o acompanhou com bagaceira -, no Alforno, devorando as mais diversas iguarias, no Mercedes, devorando alcool e em casa dos dois elementos surpresa, devorando o conteúdo da impecável despensa e do impecável frigorífico, tudo forrado com o magnífico calor do aquecimento central.
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Quer ser um emprateleirado por um dia?
Eu não acreditava, mas acreditem: não é nada fácil trabalhar sem ter nada para fazer.
Outra Viga (e) migrada
Porque, já não sei porquê (embora me dê jeito atribuir isso a esse teu coté abrutalhado), a nossa relação não se fez assim, nunca te disse, com todas as palavras, que tenho saudades tuas e que ainda anseio, de cada vez que falamos, pelo teu regresso.
Não contente com isso, vieste, sádico, sublinhar isso no teu último telefonema que motivou a chapelada do Ano!
Também quero que saibas que - mantendo-se as coisas - há uma parte do meu trajecto que fica incompleta, que o vou ter de partilhar com os suplentes.
Não contente com isso, vieste, sádico, sublinhar isso no teu último telefonema que motivou a chapelada do Ano!
Também quero que saibas que - mantendo-se as coisas - há uma parte do meu trajecto que fica incompleta, que o vou ter de partilhar com os suplentes.
O maior coito interrompido
da história deste blog deveu-se a uma fase de intensa absorção profissional.
(e, mal acabo de escrever isto, fico a pensar como justificar o próximo)
(e, mal acabo de escrever isto, fico a pensar como justificar o próximo)
Eles andam aí
... e - como dizer? - a minha vida regressa em pleno.
De tal forma que só quando estamos juntos lhes perdoo (tão completa como transitoriamente) terem decidido emigrar e viverem estórias de aventuras nas favelas de salvador sem nós.
De tal forma que só quando estamos juntos lhes perdoo (tão completa como transitoriamente) terem decidido emigrar e viverem estórias de aventuras nas favelas de salvador sem nós.
quarta-feira, 10 de novembro de 2004
domingo, 7 de novembro de 2004
A morte aos 5 anos
F.: A morte existe.
G.: pois.
F.: as pessoas são bebés, depois grandes, depois velhos, depois esqueletos e depois morrem.
G.: não. vão para o céu e depois os esqueletos caem na terra.
G.: pois.
F.: as pessoas são bebés, depois grandes, depois velhos, depois esqueletos e depois morrem.
G.: não. vão para o céu e depois os esqueletos caem na terra.
Inimigo privado
Tivesse eu leitores - que gosto dos que tenho - e possibilidade de introduzir comments - que também gosto dos que tenho - e abrir-se-ia agora uma polémica.
Li e reli o Inimigo Público de 6ª feira. Sorri pouco e nenhuma vez pensei que valeria a pena ler em voz alta.
Acho, sinceramente, que são apenas um degrau mais abaixo. mais um. como se não estivéssemos já na cave -4 daquele parque junto ao camões cujas curvas o carro não faz à primeira.
Li e reli o Inimigo Público de 6ª feira. Sorri pouco e nenhuma vez pensei que valeria a pena ler em voz alta.
Acho, sinceramente, que são apenas um degrau mais abaixo. mais um. como se não estivéssemos já na cave -4 daquele parque junto ao camões cujas curvas o carro não faz à primeira.
Grupanálise
Comento com um colega que, "aqui no escritório, não temos o modelo democrático introjectado".
Concordando, mas sem esconder - antes exibindo - o sorriso, responde o M. "pois, por isso temos pouco insight".
Estive quase a convidá-lo a vir ver-se ao meu espelho. Quase.
Concordando, mas sem esconder - antes exibindo - o sorriso, responde o M. "pois, por isso temos pouco insight".
Estive quase a convidá-lo a vir ver-se ao meu espelho. Quase.
O jazz está fora de moda # 2
Quando a inocência da frase sobre o passadismo do jazz - da brincadeira, dirá o autor, agora já zangado, com a mão no trinco da fechadura do carro, pronto a sair, queixando-se de que eu sou muito sensível e ciumento - revela, em todo o seu esplendor (estertor (?)) como aquele autor me vê.
quinta-feira, 4 de novembro de 2004
mas o que é que isso interessa?
Regressei ao jazz.
Entretanto, disseram-me: "o jazz está fora de moda".
Sem pensar em ir ao conteúdo, só pensei em citar o F. quando, do alto dos seus 5 anos disse a um miúdo da mesma idade: "mas o que é que isso interessa?"
Entretanto, disseram-me: "o jazz está fora de moda".
Sem pensar em ir ao conteúdo, só pensei em citar o F. quando, do alto dos seus 5 anos disse a um miúdo da mesma idade: "mas o que é que isso interessa?"
terça-feira, 2 de novembro de 2004
Premonição
Reunião de colegas velhos e colegas novos, dentro de duas horas.
Há algo que me diz que se vai cumprir a tradição: os mais velhos vão gozar os mais novos e, à superfície, está tudo bem.
Pode ser que eu me engane, desta vez.
Há algo que me diz que se vai cumprir a tradição: os mais velhos vão gozar os mais novos e, à superfície, está tudo bem.
Pode ser que eu me engane, desta vez.
sexta-feira, 29 de outubro de 2004
Mister Malcontent
Johnny stumbles, Johnny falls
Under slogans
off the wall
he sees where's the sense
he says call me Mr. Malcontent
a waste of space and alcohol
drinking rain and eating soil
and slogans of the wall
cannot express himself at all
cut off my nose despite my face
and I will not more longer wait
or should I laugh or should I cry
or should I part my hair behind...
...or should I laugh or should I cry
as I become all I despise
Under slogans
off the wall
he sees where's the sense
he says call me Mr. Malcontent
a waste of space and alcohol
drinking rain and eating soil
and slogans of the wall
cannot express himself at all
cut off my nose despite my face
and I will not more longer wait
or should I laugh or should I cry
or should I part my hair behind...
...or should I laugh or should I cry
as I become all I despise
terça-feira, 26 de outubro de 2004
Downhill na 6ª à tarde
A caminho da deprê, encontro o meu prozac sem efeitos colaterais.
Pego no M. e vou ao barbeiro. A correr pela rua, atrasado como sempre.
M. grita "corre pai, 'tá a chovê munto". Ao espelho no barbeiro, digo-lhe: "'tás a olhar para o espelho, estás a gostar, estás a ficar bonito". "xim, pai, bébé bonito".
Ando a ver - mas sem muita convicção - se ele deixa de se chamar bébé.
Pego no M. e vou ao barbeiro. A correr pela rua, atrasado como sempre.
M. grita "corre pai, 'tá a chovê munto". Ao espelho no barbeiro, digo-lhe: "'tás a olhar para o espelho, estás a gostar, estás a ficar bonito". "xim, pai, bébé bonito".
Ando a ver - mas sem muita convicção - se ele deixa de se chamar bébé.
sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Erro de maquetação
Leio a capa do público e lamento que a tenham trocado com a do Inimigo Público: "Governo discute nuclear (e não divulga o documento); Santana Lopes sugere que os professores com horário zero (que maravilha de expressão, digo eu!) sejam assessores dos juízes; as taxas moderadoras na saúde de acordo com o finíssimo e justíssimo IRS até ao final do ano e, cereja no bolo: figuras incómodas a jardim deixam a ilha da madeira".
Leio a capa do inimigo público e lamento que a tenham trocado com a do público: "Inversão do ónus da prova: santana vai ter que provar que não dormiu a sesta, rui gomes da silva que tem cérebro, morais sarmento que não é a Alta autoridade para a comunicação social e benfica que a bola entrou."
Leio a capa do inimigo público e lamento que a tenham trocado com a do público: "Inversão do ónus da prova: santana vai ter que provar que não dormiu a sesta, rui gomes da silva que tem cérebro, morais sarmento que não é a Alta autoridade para a comunicação social e benfica que a bola entrou."
quinta-feira, 21 de outubro de 2004
3ª e 4ª - CL
Resumos da Champions com amigos, espojados no sofá.
Sonho masculino, to do before I die.
Sonho masculino, to do before I die.
Ambivalente
Estou com um "insight" que me causa ambivalência: acho, ao mesmo tempo, que me dá certezas de muitas coisas e que me dá certezas de demasiadas coisas.
Vivo mal com a ambivalência, causa-me ansiedade, nervosismo, irritação e tendo a terminar com ela escolhendo mal.
Prossigo no caminho das convicções ou da flexibilidade?
Vivo mal com a ambivalência, causa-me ansiedade, nervosismo, irritação e tendo a terminar com ela escolhendo mal.
Prossigo no caminho das convicções ou da flexibilidade?
quarta-feira, 20 de outubro de 2004
quarta-feira, 13 de outubro de 2004
segunda-feira, 11 de outubro de 2004
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Tiques de escritório
As pessoas entram e, invariavelmente, olham para o monitor, mas só o fixam se está no outlook. Tentarão ler o correio?
terça-feira, 28 de setembro de 2004
jorio santana
Há algo de conservador em mim.
Quando antecipo o Z com farta cabeleira (com a que tinha, há mais 15 anos, quando fomos a Paris de autocarro, os 4) depois da intervenção do mago cirurgião plástico com o sugestivo nome de Jório, fico tenso.
Mas mesmo M., a minha amiga irmã, por natureza progressista nestas coisas do hedonismo e da imagem, me disse: "depois de ver, eu sou contra".
Não consigo ser contra, mas vou passar a usar a expressão.
Quando antecipo o Z com farta cabeleira (com a que tinha, há mais 15 anos, quando fomos a Paris de autocarro, os 4) depois da intervenção do mago cirurgião plástico com o sugestivo nome de Jório, fico tenso.
Mas mesmo M., a minha amiga irmã, por natureza progressista nestas coisas do hedonismo e da imagem, me disse: "depois de ver, eu sou contra".
Não consigo ser contra, mas vou passar a usar a expressão.
elephant
Fabulosos movimentos de câmara, sequências longas, de intimidade avassaladora.
O In and Out, a linha de tempo, as outras linhas do tempo, as visões várias do mesmo (será mesmo o mesmo?) momento.
Fabulosa peça tripla do encontro no corredor entre o fotógrafo, o modelo e a feia.
Fabulosa câmara parada no campo de jogos.
E eu só estou a ver isto agora?
O In and Out, a linha de tempo, as outras linhas do tempo, as visões várias do mesmo (será mesmo o mesmo?) momento.
Fabulosa peça tripla do encontro no corredor entre o fotógrafo, o modelo e a feia.
Fabulosa câmara parada no campo de jogos.
E eu só estou a ver isto agora?
O haxixe faz reacção com o silicone
Recomendei que M e Z levantassem o cu da cadeira e fossem a correr ao video center alugar o "elephant" de GVS e que se sentassem na chaise longue (se eu estivesse lá, seria minha!) a fumar um berlaito e a vê-lo.
(sim, há um delay na mensagem, mas isso é da paternidade...)
As respostas foram um sinal dos tempos:
Z: vou ver, mas não preciso de me levantar, que eles trazem a casa.
M: vou ver, mas não vou fumar, que o haxixe faz reacção com o silicone e fico cheio de borbulhas.
(sim, há um delay na mensagem, mas isso é da paternidade...)
As respostas foram um sinal dos tempos:
Z: vou ver, mas não preciso de me levantar, que eles trazem a casa.
M: vou ver, mas não vou fumar, que o haxixe faz reacção com o silicone e fico cheio de borbulhas.
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Deseducativo
Vejo no público - mas fico em denial - que num qualquer distrito, 500 dos 670 professores solicitaram destacamento por razões médicas.
500 dos 670 !
É verdade que a profissão é mal tratada; é verdade que, já desde há muito tempo, os professores são tratados meramente como quem dá a matéria aos putos.
(de tal forma isso é verdade que hoje ouvi um colega meu dizer que não fazia mal, que nem os professores nem os putos se importavam de não ter aulas!!!)
Mas, caramba, 500 dos 670!
Fico à espera dos desmentidos sindicais: "manobra de diversão de um governo fascista que, ao errar, prefere atirar areia para os olhos do povo, para que este transforme os professores em inimigos".
Pasmo - é impossível ficar indiferente - com uma ministra da educação que, sendo incapaz de usar conceitos abstractos (os mais machistas atribuem isso ao género...) põe a culpa num programa de computador.
Lembra-me uma história que se passou comigo, há uns anos: tendo eu provado que já havia pago uma reserva de hotel, a conciérge teimava: "I understand that sir, but the computer doesn't let me, the computer doesn't let me."
Tal como eu quase perdi o avião, os miúdos podem perder a oportunidade para estar na escola, a crescer e a ser felizes.
Está tudo bem, vai começar a quinta das celebridades...
500 dos 670 !
É verdade que a profissão é mal tratada; é verdade que, já desde há muito tempo, os professores são tratados meramente como quem dá a matéria aos putos.
(de tal forma isso é verdade que hoje ouvi um colega meu dizer que não fazia mal, que nem os professores nem os putos se importavam de não ter aulas!!!)
Mas, caramba, 500 dos 670!
Fico à espera dos desmentidos sindicais: "manobra de diversão de um governo fascista que, ao errar, prefere atirar areia para os olhos do povo, para que este transforme os professores em inimigos".
Pasmo - é impossível ficar indiferente - com uma ministra da educação que, sendo incapaz de usar conceitos abstractos (os mais machistas atribuem isso ao género...) põe a culpa num programa de computador.
Lembra-me uma história que se passou comigo, há uns anos: tendo eu provado que já havia pago uma reserva de hotel, a conciérge teimava: "I understand that sir, but the computer doesn't let me, the computer doesn't let me."
Tal como eu quase perdi o avião, os miúdos podem perder a oportunidade para estar na escola, a crescer e a ser felizes.
Está tudo bem, vai começar a quinta das celebridades...
quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Internal Server Error
The server encountered an internal error or misconfiguration and was unable to complete your request.
Please contact the server administrator, blogger@trakken.com and inform them of the time the error occurred, and anything you might have done that may have caused the error.
More information about this error may be available in the server error log.
Quem são esses (as) gajos (as) que topam os meus erros internos, as minhas desconfigurações? E, sobretudo, quem é esse server error log, que regista informação sobre esses erros?
Escusava de ter recebido isto quando tentava fazer um tributo ao Sérgio Godinho. Act of God?
The server encountered an internal error or misconfiguration and was unable to complete your request.
Please contact the server administrator, blogger@trakken.com and inform them of the time the error occurred, and anything you might have done that may have caused the error.
More information about this error may be available in the server error log.
Quem são esses (as) gajos (as) que topam os meus erros internos, as minhas desconfigurações? E, sobretudo, quem é esse server error log, que regista informação sobre esses erros?
Escusava de ter recebido isto quando tentava fazer um tributo ao Sérgio Godinho. Act of God?
Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar
Quando tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabeça do sola
o sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce pela cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar
Quando tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar
E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destrouta ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta.
O primeiro tributo com citação sublimada: Sérgio Godinho.
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar
Quando tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabeça do sola
o sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce pela cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar
Quando tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar
E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destrouta ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta.
O primeiro tributo com citação sublimada: Sérgio Godinho.
terça-feira, 21 de setembro de 2004
segunda-feira, 20 de setembro de 2004
"Let's take each other hands
And we will take it to the final frontier."
Para os da minha geração que andam distraídos - e para todos aqueles que queiram apre(e)nder algo sobre a minha geração, aviso: mad about you e thirtysomething em reposição no Sic mulher, ás 20.30.
Jamie e Paul, Hope and Michael.
And we will take it to the final frontier."
Para os da minha geração que andam distraídos - e para todos aqueles que queiram apre(e)nder algo sobre a minha geração, aviso: mad about you e thirtysomething em reposição no Sic mulher, ás 20.30.
Jamie e Paul, Hope and Michael.
sexta-feira, 17 de setembro de 2004
O prazer do futebol: o pai, os irmãos, os encontros acidentais nas roulotes - desta vez o manel, o ricardo, o bernardo e o rui - , os companheiros de bancada.
As cumplicidades com aqueles desconhecidos que vemos uma vez de 15 em 15 dias; a partilha do (s) sentimento (s) comum (ns) : a esperança que aquele seja um momento brilhante; a confrontação com as suas tristes limitações - brilhante não vai ser, pode ser só suficiente, se for...
O regresso a casa, de metro: separados pela enchente, a ouvirmos juntos as conversas do lado.
E o puto, a crescer imenso em 5 minutos: com o irmão mais velho e os amigos deste, tinha estado ao pé da "porrada". Até se notava o crescimento no brilho dos olhos dele, enquanto gozava com a mãe que, preocupada, logo lhe telefonou ao ver as "imagens de hooliganismo".
E são 2 horas alienadas, em que não se pensa em mais nada.
As cumplicidades com aqueles desconhecidos que vemos uma vez de 15 em 15 dias; a partilha do (s) sentimento (s) comum (ns) : a esperança que aquele seja um momento brilhante; a confrontação com as suas tristes limitações - brilhante não vai ser, pode ser só suficiente, se for...
O regresso a casa, de metro: separados pela enchente, a ouvirmos juntos as conversas do lado.
E o puto, a crescer imenso em 5 minutos: com o irmão mais velho e os amigos deste, tinha estado ao pé da "porrada". Até se notava o crescimento no brilho dos olhos dele, enquanto gozava com a mãe que, preocupada, logo lhe telefonou ao ver as "imagens de hooliganismo".
E são 2 horas alienadas, em que não se pensa em mais nada.
quinta-feira, 16 de setembro de 2004
quarta-feira, 15 de setembro de 2004
33 anos. a sophie blue.2 filhos lindos. poucos amigos. muita censura. tanta moral. culpa que atribuo a uma ética. muito trabalho. muito válvula de escape no meu trabalho. muito vai e vem com a família de origem.Nos dias ímpares, a certeza de quem sou. Nos pares, nem por isso. muito crítico. fama de injusto (acredito que seja, mas não tenho o proveito do sadismo). Amigo. Sempre a querer (nem sempre a crer) que aquele momento seja inesquecível para o outro. Sempre a querer melhorar tudo. Indisponível para o conflito.
Conciliador.Pacificador.Pactista.Pacifista.excesso de peso.defeito de leveza. nostálgico. nevrálgico.atrasado. rio de janeiro e a comporta. NYC e Amsterdão. Berlaito a 4. MPB e o Caetano.
e, desde domingo, um papagaio de papel.
Conciliador.Pacificador.Pactista.Pacifista.excesso de peso.defeito de leveza. nostálgico. nevrálgico.atrasado. rio de janeiro e a comporta. NYC e Amsterdão. Berlaito a 4. MPB e o Caetano.
e, desde domingo, um papagaio de papel.
terça-feira, 14 de setembro de 2004
sexta-feira, 30 de julho de 2004
Terá dito a Maria João Bustorff - senhora distinta que conheço mal, apenas dos tempos em que era casada com um amigo dos meus pais - que a cultura começa no ensino primário.
O comentário do meu interlocutor, que a citava, era que era indigno de uma ministra referir-se a ensino primário, porque este já não existe.
limitei-me a perguntar-lhe se a ideia dela, enquanto ministra da cultura, estava certa ou errada.
pela cara dele, fiquei com a sensação que nem sequer tinha pensado nisso.
soundbyte?
ou um puritanismo excessivo, rigorismo exacerbado que só se aplica a políticos?
O comentário do meu interlocutor, que a citava, era que era indigno de uma ministra referir-se a ensino primário, porque este já não existe.
limitei-me a perguntar-lhe se a ideia dela, enquanto ministra da cultura, estava certa ou errada.
pela cara dele, fiquei com a sensação que nem sequer tinha pensado nisso.
soundbyte?
ou um puritanismo excessivo, rigorismo exacerbado que só se aplica a políticos?
quinta-feira, 29 de julho de 2004
terça-feira, 27 de julho de 2004
Há uns meses, o meu filho mais velho (4 anos), explicando-me por que razão eu não podia impôr-lhe determinadas coisas:
"tu mandas em ti, a mãe manda na mãe, o mano manda no mano, eu mando em mim."
Ontem, explicando-me por que razões temos que fazer favores um ao outro (ou, dito de outra forma, por que razão ele me podia impor determinada coisa):
"tu mandas em mim e eu mando em ti; eu mando na mãe e a mãe manda em mim; eu mando no mano e o mano manda em mim; tu mandas na mãe e a mãe manda em ti; tu mandas no mano e o mano manda em ti (...etc) " terminando com "a vida é assim, pai".
Temo o pior com estas evoluções em poucos meses....
"tu mandas em ti, a mãe manda na mãe, o mano manda no mano, eu mando em mim."
Ontem, explicando-me por que razões temos que fazer favores um ao outro (ou, dito de outra forma, por que razão ele me podia impor determinada coisa):
"tu mandas em mim e eu mando em ti; eu mando na mãe e a mãe manda em mim; eu mando no mano e o mano manda em mim; tu mandas na mãe e a mãe manda em ti; tu mandas no mano e o mano manda em ti (...etc) " terminando com "a vida é assim, pai".
Temo o pior com estas evoluções em poucos meses....
segunda-feira, 26 de julho de 2004
Vi, há uma semana, o abrupto na TV.
Comentando o prazer que me tinha dado vê-lo e OUVI-LO - a mim, que, à partida, estou longe dele por pedigree - com um amigo do PSD, achei estranho que ele só falasse do "ar desgrenhado de pseudo intelectual".
Desde há uns tempos que tenho para mim que as pessoas não ouvem a televisão, que só a vêem.
Nesse aspecto, corrigiria o Abrupto: não são soundbytes; são imagebytes.
O povo, esse soberano, escolherá entre o blazer azul com a camisa branca, aberta, mostrando um fio com um pendente religioso (á porta da Kapital) e o blazer escuro sobre a camisa escura (versão bairro alto a caminho do Lux) ou, nos dias de loucura, o blazer de cabedal preto sobre uma t.shirt escura.
Os alinhamentos são evidentes.
Comentando o prazer que me tinha dado vê-lo e OUVI-LO - a mim, que, à partida, estou longe dele por pedigree - com um amigo do PSD, achei estranho que ele só falasse do "ar desgrenhado de pseudo intelectual".
Desde há uns tempos que tenho para mim que as pessoas não ouvem a televisão, que só a vêem.
Nesse aspecto, corrigiria o Abrupto: não são soundbytes; são imagebytes.
O povo, esse soberano, escolherá entre o blazer azul com a camisa branca, aberta, mostrando um fio com um pendente religioso (á porta da Kapital) e o blazer escuro sobre a camisa escura (versão bairro alto a caminho do Lux) ou, nos dias de loucura, o blazer de cabedal preto sobre uma t.shirt escura.
Os alinhamentos são evidentes.



